Forpred debate avaliação e programas profissionais em reunião que acontece em Aracaju

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(Atualizado em 2/10/2024)

O Fórum de Coordenadores de Programas de Pós-Graduação (Forpred)  se reúne, nos dias 2 e 3 de novembro, para discutir o tema “Presente e Futuro da Pós-Graduação em Educação: Realidades e Desafios” na Universidade Tiradentes (UNITINS), em Aracaju (SE).

O evento antecede o XXVII Encontro de Pesquisa do Nordeste (EPEN), que deverá reunir pesquisadores da região e de outras partes de 5 a 8 de novembro na Universidade Federal de Sergipe (UFS), também em Aracaju.

Este é o primeiro evento organizado pela gestão que está à frente do Forpred no biênio 2023-2025 e será realizado em formato presencial.

“Para pensar a programação mais articulada com as necessidades e preocupações dos programas [de pós-graduação em educação], constituímos. junto com os coordenadores regionais do Forpred, uma comissão com quase todos os integrantes”, explica a coordenadora do Forpred, Andréia Ferreira da Silva (UFCG).

Assim, a programação inclui sessões de debate sobre a ficha de avaliação da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) para o quadriênio que se encerra em 2024 e a nova ficha, para o período 2025-2029.

“Considerando que estamos no último ano do quadriênio e vivendo a discussão e finalizando a proposta de nova ficha, consideramos importante atender às demandas dos programas preocupados com o preenchimento da avaliação”, explica Andreia.

Os programas profissionais também são outro tema de destaque. “Nos últimos anos foram criados os doutorados profissionais, vamos debater sobre o avanço numérico, mas também sobre a afirmação desses programas”, detalha a coordenadora do Forpred.

Por isso, foram convidadas pessoas de referência, com forte atuação da pós-graduação em educação, para participar das mesas. Além de coordenadores e ex-coordenadores de programas, o coordenador da área de Educação na Capes, Ângelo Ricardo de Sousa (UFPR), estão entre os convidados.

Parecer do CNE

Um tema que não foi explicitamente incluído na programação, mas deverá permear os debates é o Parecer 331/2024 da Câmara de Educação Superior do Conselho Nacional de Educação (CNE), que propõe mudanças significativas na estrutura da pós-graduação no país.

O documento ainda não foi homologado pelo ministro da Educação, Camilo Santana, e está causando debates e contestações, entre outros pontos porque estabelece uma distinção entre “universidades consolidadas”, que passariam a ter autorização para criar programas de mestrado e doutorado sem passar pela Capes, e as “universidades não consolidadas”, que necessitariam de autorização.

Para Andréia, além dessa divisão que cria uma hierarquia entre as instituições de ensino, a regulamentação busca aproximar a pós-graduação do Brasil do modelo do Processo de Bolonha que acarreta, entre outros pontos, na redefinição da importância e finalidade do mestrado, como consta no texto do Parecer 331/2024: “é preciso difundir a compreensão de que não é mais necessário considerá-lo [o mestrado] como pré-requisito para o doutorado. É também fundamental que haja uma priorização do investimento no doutorado e ampliação de apoio ao pós-doutorado”.

Nessa direção, o Programa de Graduação Integrada à Pós-Graduação stricto sensu (GradPG) da Capes, lançado em 13 de setembro, propõe um caminho mais direto entre a graduação e a pós-graduação stricto sensu, esclarece a coordenadora do Forpred.

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