A diretoria ANPEd Força na Luta, de Olho na História, que assume a gestão no biênio 2025-2027, tomou posse em assembleia realizada na sexta-feira (12/12), na Universidade Federal de Goiás (UFG), onde a nova presidenta, Miriam Fábia Alves, atua como professora.
As demais pessoas que integram a diretoria são:
Lilia Colares (UFOPA), vice-presidenta Norte
Dante Henrique Moura (IFRN), vice-presidente Nordeste
Romilson Martins Siqueira (PUC-Goiás), vice-presidente Centro-Oeste
Patricia Baroni (UFRJ), vice-presidenta Sudeste
Marcia Souza Hobold (UFSC), vice-presidenta Sul
Angela Scalabrin Coutinho (UFPR), diretora financeira
Rosa Fátima de Souza Chaloba (Unesp), primeira secretária
Claudio Pinto Nunes (UESB), segundo secretário
Na cerimônia também tomaram posse as novas pessoas que integram o Conselho Fiscal, que tem como titulares Maria Beatriz Luce (UFRGS), José Rubens Lima Jardilino (UFOP) e Ana Claudia Rodrigues (UFPB). Na suplência estão Rafael Fonseca de Castro (UNIR), Allan de Carvalho de Rodrigues (UNESA) e Jhonny David Echalar (UFG).
Foram empossadas as coordenações nacionais do Fórum de Coordenadores de Programas de Pós-Graduação em Educação (Forpred) e Fórum de Editores de Periódicos da Área de Educação (Fepae).
Assumem a coordenação nacional do Forpred, Tânia Mara Zanotti Guerra Frizzera Delboni (UFES), coordenadora, e Ana Cristina Nascimento Givigi (Kiki) (UFRB), vice-coordenadora. Elas integram a chapa Democracia e Ciência: Equidade na Pós-Graduação no Brasil.
A coordenação nacional do Fepae será exercida por Lia Machado Fiuza Fialho (UECE) e Nelson Antônio Simão Gimenes (FCC), como coordenadora e vice-coordenador, respectivamente, pela chapa Fepae em FormAção.
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A luta por mais equidade e menos desigualdade
Miriam abriu seu discurso de posse lembrando que há dois anos, ela tomava posse, pela primeira vez, como presidenta da ANPEd. “Nós sempre pensamos que os anos seguintes serão os mais calmos do que aqueles que foram anteriores ou que as lutas serão mais fáceis. E chegamos a dezembro desse ano com muitas outras lutas e muitos outros caminhos a trilhar na diretoria da ANPEd e nos caminhos brasileiros”.
O cenário atual, porém, mostra-se desafiador com os elevados de violência contra as mulheres, as manifestações em defesa da vida feminina e os movimentos do Congresso Nacional ao aprovar o projeto de lei da dosimetria e as revisões de vetos do presidente Luiz Inacio Lula da Silva, como o projeto de lei da devastação, entre outros acontecimentos recentes.
“Chegamos em dezembro com o Plano Nacional de Educação aprovado na Comissão Especial e agora seguindo pro debate no Senado Brasileiro outra frente de luta e de disputas em defesa da educação brasileira. É esse o cenário que iniciamos o nosso mandato ANPEd Força na Luta, de Olho na História”, analisa Miriam.
Essas novas lutas se somam às lutas dos últimos dois anos. “Foram dois anos de muitos movimentos, especialmente na nossa Associação. A gente reforçou a nossa opção em defesa de uma Associação mais plural, diversa, inclusiva e com a participação de pesquisadoras e pesquisadores estudantes profissionais da educação básica de diferentes regiões, de diferentes contextos de diferentes grupos sociais”, continuou.
Essa movimentação, reconhece a presidenta, “só foi possível com um trabalho conjunto”, agradecendo as pessoas que integraram o grupo que esteve na gestão entre 2023 e 2025, as instâncias, os Grupos de Trabalho e Grupos de Estudo – além da comissão local organizadora da 42ª Reunião Nacional, que aconteceu em João Pessoa (PB) e as entidades parceiras da ANPEd.
Para os próximos dois anos, Miriam elenca como desafios enfrentar as desigualdades e assimetrias entre os Programas de Pós-Graduação em Educação (PPGE) e a ampliação da interlocução com as sociedades científicas, entidades, comunidade e governo.
“Com certeza nós temos muitos desafios nessa diretoria ANPEd Força na Luta, de Olho na História. Quero reafirmar nosso compromisso de fortalecer ainda mais a nossa Associação. Há que se colocar no horizonte que, no Brasil, estamos o tempo todo disputando um projeto de um país menos desigual, de um país de justiça, um país no qual nós possamos comemorar a democracia, a participação social e uma pós-graduação que considere a diversidade deste país”.


















