O professor Antonio Carlos Amorim, da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), é o novo diretor de Educação a Distância da Capes. O docente já integrou gestões da ANPEd e foi editor da RBE – Revista Brasileira de Educação.
Desejos a Amorim de uma excelente gestão à frente da diretoria.
Confira, a seguir, a entrevista para o portal da ANPEd.
Qual a expectativa e horizonte de trabalho para esta diretoria da Capes para a qual foi nomeado?
A Diretoria de Educação a Distância (DED) articula-se à missão da CAPES de formação e aperfeiçoamento de pessoal de nível superior, mais focadamente na formação inicial de professoras e professores ou de especialização e mestrado/doutorado profissional.
Dois programas da DED que são mais conhecidos, pela relevância e amplitude das suas ações, são a Universidade Aberta do Brasil (UAB) e o Programa de Mestrado Profissional para Qualificação de Professores da Rede Pública de Educação Básica (PROEB), que a partir de 2024 conta com um Doutorado também. A expectativa, dentro desse contexto, é garantir a continuidade dessas ações e consolidar seus resultados, processos e a produtos (tais como os objetos pedagógicos baseados na mediação por tecnologias).
Como um horizonte de trabalho a curto prazo, emergem algumas propostas, tais como a avaliação sistemática da oferta, do financiamento e do impacto na formação docente dos programas e ações da DEB; a articulação dessas ações com demais programas de Educação Básica e formação de professoras e professores existentes na CAPES e que estão sob a responsabilidade da Diretoria de Formação de Professores da Educação Básica (DEB), bem como o estreitamento do diálogo e da construção conjunta de pautas e projetos com as secretarias e diretorias do Ministério da Educação, com as quais se identifiquem pontos em comum e congruentes.
Esse movimento visa participar de linhas de ação que se afinem a um plano nacional de formação de professores da educação básica.
Qual a importância da pesquisa na área e diálogo com entidades como a ANPEd neste tipo de política pública?
As ações e programas da DED ganharão sobremaneira com o diálogo crítico, reflexivo e problematizador que oferecem as pesquisas da educação em diferentes campos, tais como a comunicação, tecnologias educacionais, currículo, formação de professores e processos de aprendizagem em ambientes virtuais. Que os conhecimentos, metodologias e resultados das pesquisas possam balizar a avaliação dos programas e somar ao que já vem sendo realizado no desenho dos cursos e, especialmente, quanto aos papéis da pesquisa/investigação na formação docente e nos estudos mais contemporâneos sobre as transformações que as tecnologias digitais vêm gerando (ou seus potenciais já evidenciados) nos cotidianos, incluindo os educacionais.
O trabalho da DED, relativo à formação de professoras e professores da educação básica pública, será incluído na pauta das reuniões do Conselho Técnico Científico da Educação Básica (CTC-EB), composto por representantes de diversas associações científicas (incluindo a ANPEd) e de demais setores da sociedade civil e do Ministério da Educação, dentre outros. O CTC-EB é um espaço de diálogo e contribuições.
É claro que as expectativas são de ampliar os espaços e tempos para esse diálogo, articulado, inclusive, às demais agendas sobre as políticas públicas de formação docente no Brasil.









