Os principais desafios da educação especial na perspectiva inclusiva são temas de um ciclo de debates online promovido pelo GT 15 – Educação Especial da ANPEd e pela Associação Brasileira de Pesquisadores em Educação Especial (Abpee) de setembro a dezembro deste ano.
O segundo evento da série, “Diálogos sobre o Profissional de Apoio à Inclusão”, será no dia 24 de setembro (terça-feira), às 19h, com transmissão pelo YouTube da ANPEd. Participam do evento Clarissa Haas (UFRGS), Renata Tibyriçá (Defensoria Pública do Estado de São Paulo) e Rita Magalhães (UFRN). A mediação é de Andressa Rebelo (UFMS).
Assista à live sobre profissional de apoio do ciclo “Educação Especial na perspectiva da Educação Inclusiva”.
Segundo a coordenadora do GT 15, Flavia Faissal de Souza (UERJ), o objetivo do ciclo é levar para um público mais amplo debates que estão acontecendo nas duas entidades científicas em função da participação de representantes do GT e da Abpee na Comissão Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva, do Ministério da Educação (MEC).
“Começamos a fazer várias reuniões com os nossos representantes e percebemos que seria importante levar para um público mais amplo os debates da academia e os achados das pesquisas”, explica Flávia.
O presidente da Abpee, Washington Cesar Shoiti Nozu (UFGD), complementa: “Sentimos a necessidade de, a partir das discussões, aprofundar as reflexões para que a gente possa construir perspectivas mais coletivas”, diz ele.
É nesse contexto que temas como o profissional de apoio, formação de professores, as relações entre o pedagógico e o clínico, além do novo Plano Nacional de Educação (PNE) serão temas das lives.
A primeira live, que aconteceu no dia 4 de setembro, fez um balanço das políticas de educação especial na última década. Assista à gravação no canal da ANPEd no YouTube.
Para Flávia e Nozu, está ocorrendo, atualmente, um avanço do conservadorismo, o que tende a fortalecer uma visão médica e assistencial da deficiência na sociedade, refletindo de várias formas na educação. Por exemplo: em cursos de formação docente orientados por tipo de deficiência ou na influência de profissionais da saúde nas condutas dos professores em relação aos estudantes da educação especial na sala de aula.
A polêmica em torno do Parecer 50/2023 do Conselho Nacional de Educação (CNE) também está nesse contexto, pois o texto propõe condutas, pautadas pela psicologia e a saúde, para orientar o atendimento de estudantes com autismo no ambiente escolar. O texto foi encaminhado ao MEC no começo deste ano, foi devolvido ao CNE sem ser homologado e está sendo rediscutido pelos conselheiros.
Em contrapartida a esse cenário alimentado pelo conservadorismo, Flávia e Nozu, em alinhamento com os debates no GT 15 e na Abpee, defendem o fortalecimento da escola pública, assim como políticas de formação de professores para atuar com os estudantes público da educação especial na sala de aula, entre outros pontos. A ideia, então, é que a série de lives contribua para esses debates.
Programação completa
Ciclo de Debates
Educação Especial na perspectiva da Educação Inclusiva
4 de setembro
Política de Educação Especial na perspectiva da Educação Inclusiva: panoramas dos últimos 10 anos
Palestrantes: Eniceia Mendes (UFSCar), Mônica Kassar (UFMS) e Rosalba Garcia (UFSC)
24 de setembro
Diálogos sobre o papel do Profissional de Apoio à Inclusão
Palestrantes: Clarissa Haas (UFRGS), Renata Tibyriçá (Defensoria Pública do Estado de São Paulo) e Rita Magalhães (UFRN).
Mediação: Andressa Rebelo (UFMS)
16 de outubro
Formação de professores do ensino comum no contexto das políticas de educação inclusiva: o que dizem as pesquisas
7 de novembro
O clínico e o pedagógico: velhos dilemas, novos desafios
5 de dezembro
A Educação Especial na perspectiva da Educação Inclusiva no novo PNE: possíveis caminhos









