Criação do GT 10 Norte fortalece pesquisa sobre alfabetização na região amazônica

GT 10 - N

Foi aprovada, no dia 19 de agosto de 2025, a criação do GT 10 – Alfabetização, Leitura e Escrita Norte. A decisão foi tomada em reunião conjunta do Fórum de Coordenadores de Programas de Pós-Graduação (Forpred) Norte e da Comissão Organizadora da ANPEd Norte, realizada na Universidade Federal de Rondônia (UNIR).

O GT iniciará os trabalhos na próxima ANPEd Norte, que será realizada na UNIR, em Porto Velho, em 2026.

A criação do GT 10 Norte é um marco para a história da pesquisa em alfabetização por pesquisadores da Amazônia. A proposta foi apresentada durante a 5ª Reunião da ANPEd Norte, que ocorreu em Boa Vista, na Universidade Federal da Roraima (UFRR) em 2024 por pesquisadoras/es da área de alfabetização, em razão da não existência do GT para tratar da temática na região.

Na ocasião, as pessoas associadas, reunidas após a apresentação de um painel temático sobre a pesquisa reconheceram o potencial de articulação regional do GT, assim como sua importância para o fortalecimento da pesquisa em alfabetização no Norte do país. a Região. A reunião contou com participação de Elizabeth Orofino Lúcio (UFPA), Tatiane Castro dos Santos (UFAC) e Nádson Araújo dos Santos (UFAC).

Na reunião, foi apresentado um breve histórico do GT 10, destacando o desejo pelo fortalecimento do grupo de trabalho em cada regional, inclusive, no Norte.

Com as discussões e proposições daquela tarde, a composição inicial da coordenação ficou a cargo de Tatiane Castro dos Santos (UFAC), como coordenadora, e de Wendell Fiori de Faria (UNIR), como vice- coordenador – ambos pesquisadores da área e nomes aprovados por todos os associados presentes.

Para a concretização dessa ação, foi articulado meses antes um trabalho colaborativo com professores e membros do GT 10 que atuam em universidades do Norte.

Além dos coordenadores eleitos, lideraram o movimento de criação do GT Nádson Araújo dos Santos (UFAC) e Elizabeth Orofino Lúcio (UFPA) – esta, em seus oito anos de atuação na UFPA, esteve à frente de projetos de ensino, pesquisa e extensão que buscaram articular os saberes e práticas da educação amazônica com os debates nacionais sobre alfabetização, provocando, fortalecendo e ampliando os debates na região Norte.

De forma pioneira, Elizabeth organizou o primeiro Congresso Brasileiro de Alfabgetização (CONBALF) na região Norte e a primeira live unindo o GT 10 e a Associação Brasileira de Alfabetização (Abalf) para debater a alfabetização amazônida.

Por sua vez, Nádson também tem se esforçado na realização de pesquisas e fortalecimento da rede de pesquisadores em alfabetização na região Norte. Tais ações e a necessidade de um espaço de diálogo que congregasse os pesquisadores da Amazônia, impulsionaram fortemente a criação do GT.

Essa conquista não é apenas institucional: é simbólica. Representa o florescimento de um campo de saber que, por muito tempo, foi invisibilizado. É fruto do trabalho afetivo, político e coletivo de muitas mãos, que expressa o fazer docente uma travessia comprometida com os territórios, com as infâncias e com a palavra viva da alfabetização. Assim, fica o convite do GT10: que mais educadoras e educadores se juntem a essa construção, que tem no chão amazônico seu ponto de partida — e na esperança, sua direção.

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