O GT2 – História da Educação da ANPEd promove, num ciclo de três lives, um debate sobre políticas para a preservação do patrimônio educativo. O objetivo é sensibilizar e mobilizar os educadores e as sociedade brasileira para a necessidade premente de políticas para este patrimônio ligado à educação.
A primeira live será na quarta-feira, 21/5, às 19h no canal da ANPEd no YouTube. O tema é “História da Educação e Patrimônio: diálogos em Fronteiras”. Participam da live: Cristiani Bereta da Silva (UDESC) , Cristina Meneguello (UNICAMP), Maria Teresa Santos Cunha (UDESC/UFSC). A moderadora é Katya Braghini (PUC-SP). A abertura será feita por Alessandra Cristina Furtado (UFGD), coordenadora GT 02.
A segunda live (28/5) põe em relevo as ações de preservação do patrimônio educativo e os desafios políticos e institucionais. A última live, no dia 4/6, problematiza os desafios e caminhos para as políticas de preservação do patrimônio educativo no Brasil.
Este ciclo de debates faz parte das atividades de comemoração dos 40 anos do GT 02 – História da Educação e marca a atuação histórica deste grupo de trabalho na defesa do patrimônio educativo. Foi no âmbito deste GT que iniciaram as discussões sobre este tema no final da década de 1980.
“À semelhança do que se faz em relação a outros tipos de patrimônio histórico-culturais, é necessário que os poderes públicos promovam a valorização, a preservação e a fruição deste legado que se constitui como importante dispositivo de inclusão social e de cidadania”, explica Rosa Chaloba (UNESP), vice-presidenta Sudeste da ANPEd. “A noção de patrimônio ligada a educação nos remete à herança educativa que entrelaça sentidos afetivos e valorativos relacionados à escola e aos processos educacionais”.
Em termos gerais, o patrimônio educacional diz respeito ao legado tangível e intangível da educação: o mobiliário, os materiais didáticos, os edifícios escolares, artefatos e coleções, documentos diversos, provas, cadernos, livros, cartilhas, materiais científicos, artefatos de sala de aula, brinquedos, assim como os aspectos mais diversos da cultura escolar, os modos de ensinar e aprender, o saber docente e discente, entre outros.
Além deste patrimônio constituído decorrente das ações institucionalizadas da educação básica e superior, nas últimas décadas, um número significativo de historiadores da educação tem se dedicado à localização, reunião e preservação de fontes históricas para a educação, criando e organizando centros de memória e documentação, museus da escola, memoriais e arquivos escolares.
Histórico
No início de 2024, as três entidades representativas dos historiadores da educação no Brasil, o GT 02 – História da Educação da ANPEd, a Sociedade Brasileira de História da Educação ( SBHE) e a Associação Sul-Riograndense de Pesquisadores em História da Educação (ASPHE) criaram um grupo de trabalho para realizar um grande levantamento dos acervos em educação no Brasil.
Este grupo reúne 74 pesquisadores das diferentes regiões e estados do país e estão neste momento encerrando a identificação das inúmeras ações de salvaguarda deste patrimônio para fazer uma solicitação de tombamento de tal patrimônio, localizado, identificado, descrito, publicamente defendido junto ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), com a tentativa de inscrevê-lo em livro tombo como um conjunto de bens culturais móveis de interesse etnográfico e histórico nacional. Esta iniciativa conta também com o apoio da Associação Nacional de História (ANPUH).
Este grupo de historiadores da educação já produziu uma carta patrimonial – a Carta de Natal (RN) sobre o Patrimômio Educativo, constituindo um documento político e histórico de afirmação dos princípios, conceitos e objetivos do patrimônio educativo e a afirmação de sua relevância histórica, sociocultural e educacional para o país.
Assista à primeira live:
Assista à segunda live:
Assista à terceira live: